Por Que a Psicanálise?
Diferente do que muitos pensam, a psicanálise não está ultrapassada, nem é alheia aos novos tempos. A clínica analítica é viva e acompanha as transformações do sofrimento humano, que hoje se expressa de formas distintas da época de Freud.
Jacques Lacan, no texto Função e Campo da Fala e da Linguagem em Psicanálise, advertia que o psicanalista precisa compreender os fatores simbólicos e culturais de sua época. Um analista que não entende a subjetividade de seu tempo não pode escutar verdadeiramente seu paciente.
“Para Lacan, é essencial que o analista reconheça como a sociedade está estruturada e os conflitos que se manifestam nas formas contemporâneas de comunicação.”

Vivemos em uma sociedade onde a depressão se tornou endêmica. Nas grandes cidades, o ritmo acelerado nos mantém em constante estado de alerta, gerando ansiedade e insônia. Paralelamente, somos bombardeados por discursos nas redes sociais que vendem a ideia de felicidade imediata, associada ao consumo, à estética e à produtividade, como se sofrer fosse algo “fora de moda”.
A lógica contemporânea dos imperativos (da beleza, da performance, do consumo, etc.) em nada ajuda o sujeito em sua busca por uma vida mais satisfatória. A promessa de felicidade plena é ilusória, e quanto mais se investe nela, maior tende a ser a frustração e o sentimento de impotência.
Acredito que a psicanálise oferece uma escuta singular que dá lugar às angústias do sujeito contemporâneo, apontando caminhos possíveis — embora sem fórmulas mágicas. Afinal, não existe vida sem desencontros.
Para Quem é Indicada?
A psicanálise é indicada para qualquer pessoa. Não é necessário estar em crise para iniciar um processo analítico.
A análise pode ser o começo de uma travessia e não apenas um último recurso.
A psicanálise busca compreender as causas mais profundas do sofrimento, oferecendo ao paciente recursos singulares para lidar com suas emoções e com a complexidade de sua história.
Como Funciona o Atendimento

No primeiro contato, priorizo criar um ambiente de escuta e acolhimento. Essa escuta inicial é fundamental para conhecer o paciente e, junto com ele, começar a identificar as questões que o levaram a buscar tratamento.
As sessões duram, em média, 50 minutos, mas esse tempo pode variar. O manejo do tempo é um recurso importante na clínica psicanalítica e pode ser utilizado, por exemplo, para marcar uma fala significativa, incentivar uma reflexão ou implicar o paciente no que foi dito.
A frequência das sessões é, geralmente, semanal, podendo ser ajustada conforme a necessidade do paciente e o momento do tratamento. A evolução do processo depende tanto da escuta atenta do analista quanto do desejo e do engajamento do analisante.
Os atendimentos são realizados online. Por isso, é fundamental que o paciente tenha um ambiente com privacidade e utilize fones de ouvido, o que contribui para a confidencialidade e para a qualidade do som.
A ética e o sigilo profissional são pilares fundamentais do trabalho clínico e são rigorosamente respeitados em todos os encontros.
No horário da sessão, envio um link para que o paciente acesse a sala virtual. Costumo utilizar o Google Meet, mas podemos escolher juntos a plataforma que melhor atenda a ambos.
Não atendo por convênios de saúde, mas alguns planos oferecem reembolso para sessões de psicoterapia. Caso tenha interesse, entre em contato com seu plano para verificar essa possibilidade e entender os trâmites necessários.
Informações Práticas:
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